Páginas

14 de abril de 2010

esta noite

Conto os salpicos cintilantes
que padronizam-nos a noite
acima das cabeças afagadas,
e convenço-me da inutilidade
de desejar o infinito.
Propõe-me uma noite
limitada às insónias da almofada
e eu respondo, sorrindo,
que prefiro goza-las em loucura.



-RD
Enviar um comentário