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8 de abril de 2013

coroa de orvalho



Essa doçura que não obedece,
amar-te em ossos tristes, olhos baços,
aos pedaços.

O orvalho é a minha coroa,

quer emigre da alma para o mundo
ou do mundo para dentro,
o aroma que te reveste
permanece,
magoa.

Eu dispo-me e flutuo,

na tempestade onde me abrigas
sou mais, maior,
um inseto,
nada.

Tu não és para os meus braços,
e no entanto…




Raquel Dias


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