Páginas

1 de dezembro de 2009

Lembrei-me, enquanto observava o efémero arco-íris que se assomou à minha janela, que a tua cidade é cinzenta. Gostava de conhece-la ao pormenor, todas pontes, todas as estreitas ruelas, e todos os cantos de pedra onde o tempo arranha…
Mas sei-a cinzenta.Isso serve-me de consolo, porque nem todos reparam na cor de uma cidade quando se lhe passam pelos pontos de referência.
Aqui, eu diria que reina um azul pálido.
É uma cor curiosa, sobretudo quando se é capital…
As cinzas que esvoaçam pelo teu berço deram-te um pouco de si próprias. Vejo-te incapaz das cores da alegria, e dou por mim a desejar poder levar-te até ao meu berço, e quiçá, dar-te um pouco dos tons do mar e da areia?

Talvez sonhe com isso ainda hoje, porque é apenas nas longas noites que se concretizam os meus sinceros anseios.
Até lá, desejo-te uma boa noite e ofereço-te estas breves palavras, na esperança que apazigúem o cinzento que te rodeia…



Raquel Dias
Enviar um comentário