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14 de maio de 2012

trilho de sangue


E,

sem sentido, com pesar, eis que me retenho à tua porta, na mais improvável das horas, e oiço-te respirar durante o sono. O teu estranho jeito de dormir afugenta-me o descanso, e as noites tornam-se demasiado brancas para que não venha...
No chão, um trilho de sangue fresco obriga-me a encarar o ferimento, a lâmina que trago dentro e prefiro manter, prefiro que doa, prefiro assim. Tudo me soa preferível à ideia de não ter acontecido e de não existirem linhas a lamenta-lo.



Raquel Dias
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