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25 de agosto de 2012

la sangre es vida

E esta sensação de que andamos em bicos de pés por entre roseiras, haja coragem, afinal, “¡la sangre es vida!”, e nós andamos tão anestesiados talvez seja da temperatura, o gato que dorme aos pés da cama tardes a fio (isto é uma espécie de rascunho, caro leitor) a janela entreaberta, cheira-me a Outono bem ao fundo, para lá da cidade, do teu Arno, e ainda a impressão de que andamos em bicos de pés - Como é que chegamos a isto? o gato que ronrona esporadicamente, eu sou mais feliz quando me sinto uma lástima, de pés ensanguentados, também, por entre roseiras, melhor, que existe algo de extraordinário na leveza das pétalas no carmim vertiginoso denso do sangue, por fim! Algo que nos liberte da narcose já o gato desapareceu, está na hora, afundemo-nos no rio limpemos as feridas.


Raquel Dias
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