Páginas

9 de novembro de 2012

mondo brutto

- Chegar antes e chegar bem. O posicionamento é de extrema importância.
- Mas como?
- Há que ser criativo, há que inovar. Isto pressupõe algum risco, é claro. Pensem no mundo em bruto e retirem-lhe todas as potencialidades. Moldem-nas, trabalhem-nas. O sucesso não é garantido mas também não o é o fracasso. A palavra-chave creio que é esta: atitude.
"Atitude" a ecoar na cabeça. Era como ter o mapa nas mãos, contudo não um mapa nítido ou exacto: tem bifurcações, atalhos, trilhos sinuosos... Chegar antes e chegar bem.
- Agora está nas vossas mãos.

O Mundo em Bruto. Uma ideia face à qual muitos se declaram cépticos. Os recursos têm sido extremamente explorados, alguns até se supõem extintos. Parece que a originalidade está pela hora da morte e já não existe nada puro, inexplorado.
Mas na realidade - ainda que o processo se tenha dificultado - a novidade está intrinsecamente relacionada com a capacidade de adaptação.
Ainda que já se tenham descobertos todos os continentes (não concordo propriamente com o emprego da palavra "descoberta" neste contexto) e que graças às tecnologias, nomeadamente à Internet, todos as ideias pareçam esgotadas, há muito por explorar.
Aliás, a exploração é potencialmente infinita quando provém da imaginação.
O Mundo em Bruto na sua actualidade: é este o ponto de partida. Muda-se a perspectiva, cria-se uma nova perspectiva, redefine-se o conceito de perspectiva. Tudo quanto seja necessário.
E tendo sempre em mente: é essencial procurar a excelência - que não se trata apenas de chegar antes, mas também de chegar bem - o único limite aceitável e justificável é este, a linha que separa a qualidade de mediocridade.
"Atitude" a martelar nas cabeças.
- Agora vão! Vão e aspirem ao vosso melhor!



Raquel Dias



Enviar um comentário