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2 de julho de 2013

a vida é urgente


Nestes dias complacentes de amor entornado pelas ruas não posso deixar de pensar na inevitabilidade e surpresa das coisas. Ou… em como os extremos se atraem e se encontram num espaço intermédio - jamais neutro. aqui não existem imparcialidades, ou se é ou não se é. ou ambas. como sonhar de olhos abertos.

Faço refresh na minha lembrança abalada, c o n s t a n t e m e n t e.
É assim que começam os vícios, com uma colher a transbordar de açúcar que desliza pela garganta. O prazer é imenso, contorço os pés num orgasmo para além do corpo, outra colher, outra, não posso parar agora. Dá-se uma overdose de deleite, fantasias concretas deslizam pelos olhos entreabertos, pelos lábios inflamados, a vida é urgente, por isso há que perseguir o culminar dos anseios.
Esta é a minha bíblia de culpas deliberadas, não, eu não acredito em Deus não acredito em nada, deixem-me deambular por entre os extremos, pelas ruas onde o amor foi entornado sem precauções. A vida é urgente, que delicioso voo!

(a queda não me assusta)





Raquel Dias
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