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26 de agosto de 2013

noites mortas em mãos cegas

entre nós palavras indecisas concisas formas de consumir,
de lamber roer chupar até ao tutano
ao estranho sabor das partes clandestinas.
os meus cabelos tangerina, as tuas faces de criança,
lembrança de um passado vertiginoso
contagioso jeito de ser pensar estar
a alagar o peito de desordens
as ideias já mordem

entre nós palavras como pregos como pragas
nefastas negligências em vaivém
num perpétuo aquém das expectativas
lembranças antigas
a alagar o peito de formigas
o nosso filme surrealista a passar, a passar

...

entre nós 
constelações de cordas
noites mortas em mãos cegas



Raquel Dias
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