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22 de janeiro de 2014

despedida

Contra todos os teus (des)afectos e loucuras, a verdade é que és especial. Sempre foste, desde o momento zero; é algo que se sente de rajada. Assemelha-se a um golpe bem forte nas vísceras que não te deixa outra opção a não ser reivindicar. O quê? Aquilo que te pertence, nem que seja por um breve instante. 

Hoje observo-te a derrocada. Beijo-te os cabelos cor de ébano uma última vez. Tens o mar nos olhos e por isso tens de voltar. Eu compreendo o murmúrio que te incita (confesso que também chego a pressenti-lo nas cavidades dos meus sonhos.)                

Abro-te as minhas janelas.         
Quero ver-te para além do oceano, para lá dos rascunhos, como um porção de felicidade eterna, uma memória e uma história de luz.                      
Agradeço-te, largo-te a mão, seria uma estupidez dizer até um dia. Não haverá outro dia, a não ser outra noite, num qualquer sonho desamparado. E esse sonho será meu. 


Raquel Dias
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