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20 de janeiro de 2014

Roda da Fortuna

O movimento desatento dos teus olhos que ardem em fogo lento
a minha audácia desaparecida temida pelo peito rígido
frígido
Gestos incoerentes, eu não sei se quero, o que é querer ou ter
alguém
As mãos procuram-te, o sonho encaixa, rasga-se na suposição de um
não funciona
Uma tremenda dor no fundo, que um sonho profundo me resgate
que me ate ao teu sabor
Amor, eu não sei chamar-te, não sei como dar-te o que não possuo,
intuo que o saibas
Ainda assim as mãos, o latir baixinho do coração, o ser-se não mais tudo
no seu momento oportuno
Eu repito, eu insisto, haja algo que nos destrua, que nos una,
que interrompa a roda da fortuna...












     
 Raquel Dias
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