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31 de janeiro de 2013

até, sabe-se lá...


Como uma maldição, a própria gravidade, quiçá fortuna ou livre arbítrio demente,
abrem-se-me as mãos, o espaço entre os dedos é suficiente para que tudo verta,
lembra-te de que aceitaste os termos e condições, lembra-te disso e deixa verter,
afinal que somos se não chuva em mãos alheias,
sempre destinados à terra, à reinvenção?



Raquel Dias
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